Construção e Manutenção do Pensamento

A Importância da Arte

A arte é uma ferramenta de suma importância na formação e no desenvolvimento do pensamento, tanto no aspecto construtivista quanto no aspecto crítico; formando então, pensadores críticos, o país aprimora a cidadania e diminui a discrepância entre as classes sociais. Segundo Dowbor (2001), a arte nos forneceu gigantes como Leonardo Da Vinci, e estes nos proporcionaram crescimento tanto intelectual e artístico, quanto científico. Possuindo assim uma posição na definição do seu papel social.

Nos dias atuais, por exemplo, a arte como campo de pesquisa em desenvolvimento do ser humano se perde por inúmeras razões, sendo uma delas a inacessibilidade sobre o pensamento crítico artístico em relação a redundância da construção sobre si mesma, mostrando-se assim um nicho rico e abrangente, com muito trabalho a ser feito através da interdisciplinaridade em arte e outra profissão. Uma prova disso são as profissões que mesclam a arte a si mesmo, como design e marketing.

A criatividade e o pensamento crítico, estão intimamente ligados pois para a execução de um bom trabalho, é preciso ser também crítico quanto a sua criação. 

Pimentel e Coragem (2004) ressaltam essa importância ligando a elaboração do pensamento crítico à produção de trabalhos artístico, e ainda colocam que é estudando e ensinando a arte que refinamos o olhar social. 

Reforçando então a ideia acima, estudando e ensinando a arte poderemos refinar também nosso olhar sobre nossas profissões, sobre nossos relacionamentos, sobre nossa atuação na vida.

Mas para se aprender arte e construir o pensamento crítico, é necessário pensá-la e analisá-la, pois segundo Pimentel e Coragem (2004), o entendimento da arte contemporânea e da contemporaneidade se dá pela capacidade que normalmente não desenvolvemos de pensar registros, ou referências e sob qual ótica elas foram pautadas e construídas.

A arte também é uma forma especial de tentar satisfazer os desejos que não encontram outros meios de satisfação, tanto do artista quanto do público. De acordo com Jones (1989), a arte é, em suma, um território intermediário entre a realidade, que nega nossos desejos e o mundo de fantasia, que os realiza.

Nesse sentido o “fazer arte” torna-se um laboratório mental que tem como finalidade a realização de algum desejo oculto. Este laboratório age como um grande quebra-cabeça, gerando ao artista novos aprendizados e desafios.

Segundo a Harvard Medicine Schooll, há evidencias de que quanto mais você estimula e desafia seu cérebro, maior serão suas reservas cognitivas e o quanto mais cedo começar, maior o retardamento dos efeitos negativos do envelhecimento. 

Harvard também coloca que os desafios mentais ajudam a promover a neuroplasticidade e fomenta o processo de neurogênese que é o nascimento de novos neurônios em seu cérebro. E afirmam que as pessoas que criam estas estratégias tem recursos cognitivos maiores e por mais tempo de vida e um risco menor de desenvolver doenças mentais que vem com a idade.

Mas mesmo que as pessoas não tenha tido esse habito até agora, podem compensar e desenvolver recursos cognitivos e a arte entra então fazendo com que essa experiência seja muito mais agradável, uma vez que é apta a trabalhar com desejos fantasiosos.

Referências
DOWBOR, Ladislau. A Reprodução Social: propostas para uma gestão descentralizada. Ladislau Dawbor. São Paulo, fev. 2001. Disponível em: <http://dowbor.org/artigos/01repsoc1.pdf>. Acesso em: 02 mai. 2008. 
PIMENTEL, Lucia G.; CORAGEM, Amarílis C. Anais do 7º Encontro de Extensão da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, 12-15 set. 2004. Disponível em: < http://www.ufmg.br/proex/arquivos/7Encontro/Educa79.pdf>. Acesso em: 02 mai. 2008. 
PASCUAL-LEONE, Alvaro; WATSON, Stephanie. A Guide to Cognitive Fitness: 6 steps to optimizing brain function and improving brain health. Harvard Health Publishing, 2017.